inesperado, torra o dia e eu. diabruras de um tempo teimoso que goza incautos.
5.05.2009
5.04.2009
5.02.2009
4.26.2009
4.22.2009
4.18.2009
4.16.2009
4.13.2009
4.12.2009
por castigo
vou-me deitar à sombra da tua espera. enquanto assim, passam em redor gritos de pássaros e alheio-me do mundo. só pelo castigo que lhe deixo.
4.10.2009
Quando se tomba
olhei o céu num gesto involuntário
quando uma estrela tombava do seu ritmo
e o teu olhar
recuperou-me o pensamento
onde imaginava cavalos alados
em trajectórias de circo. Vinte
anos são dois instantes
e gastei-os inteiros
a descobrir o som do infinito.
o teu rosto calou-se,
o teu olhar caiu
o teu sorriso perdeu-se
atrás de uma boca vermelha. Vinte
dias chorei sem lágrimas
a ausência de contrastes,
do atrito onde pude perder a mão,
e tu calaste-me o peito. O
infinito era só não ter medo
que os dedos se desentrelaçassem
à passagem de uma nuvem carregada. A
fé é um percalço intemporal. Como
um qualquer outro.
(29.03.2009)
quando uma estrela tombava do seu ritmo
e o teu olhar
recuperou-me o pensamento
onde imaginava cavalos alados
em trajectórias de circo. Vinte
anos são dois instantes
e gastei-os inteiros
a descobrir o som do infinito.
o teu rosto calou-se,
o teu olhar caiu
o teu sorriso perdeu-se
atrás de uma boca vermelha. Vinte
dias chorei sem lágrimas
a ausência de contrastes,
do atrito onde pude perder a mão,
e tu calaste-me o peito. O
infinito era só não ter medo
que os dedos se desentrelaçassem
à passagem de uma nuvem carregada. A
fé é um percalço intemporal. Como
um qualquer outro.
(29.03.2009)
4.07.2009
3.21.2009
dia da poesia
guardo só a lembrança do olhar lavado. aí, onde as palavras não podiam inventar sonhos novos. as palavras ficam entregues à grandeza dos poetas, esses que têm um dia à dimensão do mundo. resta-nos o beijo que ficou por dar e o silêncio fala-nos desejos incumpridos. intensos.
3.11.2009
3.09.2009
3.05.2009
2.26.2009
mas que...
escondidos nos umbrais dos sonhos,
gritar à nossa abafada melancolia
as sirenes gastas dos regulamentos
2.22.2009
nos ramos de teus abraços
"a cegueira é andar por uma terra que só eu conheço"
podendo enlera-me nos ramos
dos teus abraços,
que os repiso de memória. o
teu rosto continua a ser
o rio onde banho
as mãos e as saudades,
onde refresco da canícula
que a tua ausência me deserta.
barro é um ente solidário,
quando pergunto o teu nome,
e, se mais não pode,
deixa que reformule
os teus lábios mansos
e que o resto do teu corpo
acompanhe
os contornos do mundo.
(19.02)
A frase inicial é de Rui Nunes,
Que sinos dobram por aqueles que morrem como gado
podendo enlera-me nos ramos
dos teus abraços,
que os repiso de memória. o
teu rosto continua a ser
o rio onde banho
as mãos e as saudades,
onde refresco da canícula
que a tua ausência me deserta.
barro é um ente solidário,
quando pergunto o teu nome,
e, se mais não pode,
deixa que reformule
os teus lábios mansos
e que o resto do teu corpo
acompanhe
os contornos do mundo.
(19.02)
A frase inicial é de Rui Nunes,
Que sinos dobram por aqueles que morrem como gado
2.21.2009
sê, ao menos
Sê, ao menos, hostil,
que a brandura inquieta.
E não me permito continuar
devassado na tua rectitude.
Grita -
só para mim -
algum desassombro
que me derrube por inteiro;
não quero ficar
a meio-caminho do fim.
(19.02)
que a brandura inquieta.
E não me permito continuar
devassado na tua rectitude.
Grita -
só para mim -
algum desassombro
que me derrube por inteiro;
não quero ficar
a meio-caminho do fim.
(19.02)
deixa em branco
deixa em branco a cópia
dos compromissos que te lavrei.
também eu suplico
uma transparência
que me recupere o gesto
de abarcar o mundo,
como nos pretéritos das searas,
contra os espantalhos
que nos corrompem
promessas do para-sempre.
(19.02)
dos compromissos que te lavrei.
também eu suplico
uma transparência
que me recupere o gesto
de abarcar o mundo,
como nos pretéritos das searas,
contra os espantalhos
que nos corrompem
promessas do para-sempre.
(19.02)
2.14.2009
2.08.2009
2.06.2009
entre vista
sei que nenhuma palavra acabou por ser dita. fomos olhando um no outro e nada havia a dizer entre o que víamos.
2.03.2009
mentiras de inverno
caia um sol a pique e toda a cidade se abrasava no bafo tórrido que se esplanava ao longo dos cafés. homens e mulheres sacudiam-se, e repudiavam os gelados constantes que os mais pequenos exigiam. um calor assim parecia mais que desusado.
2.02.2009
resta uma hipótese
tombo a cabeça de encontro
ao algodão perfumado
onde tinhas deixado
os traços loiros do teu cabelo.
procuro o odor do mar
(porque te sinto salgada
na escuridão das noites).
virás - ou não - recuperar
os teus sinais.
e basta-me, por tanto,
essa hipótese luminosa,
capaz de vencer o dia
em propósitos de aconchegar.
ao algodão perfumado
onde tinhas deixado
os traços loiros do teu cabelo.
procuro o odor do mar
(porque te sinto salgada
na escuridão das noites).
virás - ou não - recuperar
os teus sinais.
e basta-me, por tanto,
essa hipótese luminosa,
capaz de vencer o dia
em propósitos de aconchegar.
1.30.2009
contradições
nem valia a pena correr, desafio perdido sem esforço. o tempo vinha em sentido contrário e por atalhos que falseavam a idade. valia mais sentar-se, esperando que a juventude deixasse a ousadia da concorrência. mas, como os outros, acabou por se galvanizar, iluminado que o risco da liberdade suplantava o sossego da espera.
1.27.2009
1.25.2009
Vinde
Vinde. Na correria do desejo
e só para vos saberdes
irmã do infinito.
Rasgo as portas
que vos fechavam
e penduro-me
nos umbrais cerimoniosos.
E vos recebo.
Tisnado em sal de castigo,
crestado no mar,
incerto de merecer
a dádiva que é rever
os olhos com que partistes
há eras,
quando os meus choravam
a adivinhação do futuro.
e só para vos saberdes
irmã do infinito.
Rasgo as portas
que vos fechavam
e penduro-me
nos umbrais cerimoniosos.
E vos recebo.
Tisnado em sal de castigo,
crestado no mar,
incerto de merecer
a dádiva que é rever
os olhos com que partistes
há eras,
quando os meus choravam
a adivinhação do futuro.
1.23.2009
1.22.2009
grades desfeitas
entre as grades que a teimosia da chuva ajuda a fortificar tento soletrar a palavra certa. a rouquidão do inverno só uma me consente. nem a dizendo, vejo que as nuvens se dissipam num movimento carinhoso e, ao longe, desenham em flocos o teu nome. era o que eu queria dizer.
1.18.2009
o estranho caso
pensei na ideia de ir enovecendo. claro que não há a palavra. as palavras têm o seu modo de utilidade. contaste-me o filme, história num conto antigo de um escritor maldito. fiquei ciente do pânico. não é o tempo que recua, mas a vida. e isso é bom, mas tem prazo certo. acho que a incerteza é a nossa grande conquista. hoje deu-me para isto.
Subscrever:
Mensagens (Atom)