A memória das coisas atrela-se em lembranças saltitantes de pedaços; objectos, pessoas, coisas propriamente ditas, misturam-se com recordações de histórias contadas por outros ou sonhadas, talvez. Dizia Borges que só damos o que já não é nosso, o que efectivamente já demos. A memória é também assim: joga connosco e só ela sabe o que quer que saibamos.