as raparigas pintam de castanho as saias do outono. imitam as vozes das árvores, cansadas do garrido do sol.
9.23.2008
teimosas folhas
e pingam os dias, gota a gota, hora a hora. o outono espreita e depois chega. as folhas insistem na sua força. revoltam-se contra a certeza das estações. teimam em morrer de pé.
9.21.2008
9.12.2008
9.08.2008
9.03.2008
tarde a cair
cai a tarde. cai em moldes que parecem lâminas sobrepostas, fechando o dia com paciência, combinadas com a negrura que se aproxima.
9.02.2008
calendário
é o que é. e ainda é verão. as coisas são para se cumprir com rigor, esperando serenamente o tempo próprio.
8.31.2008
sem letras
sem letras poderíamos olhar cem vezes a tua fala de gestos. talvez no olhar se visse um texto bastante.
fora fevereiro
se fora fevereiro ainda daria para uma distracção que evitasse a saudade da passagem. o tempo quente também não ajuda.
8.27.2008
8.26.2008
8.25.2008
tarde caída
quando a tarde caia em tons definitivos, mesmo que apenas para esse dia ido, sossegava-te o espírito e voltavas a ser a mesma. por uma noite.
8.24.2008
8.20.2008
água salgada
a água, salpicando de sal o gosto da tarde, caminhava suavemente por sobre os pés cansados. preparava a jornada seguinte.
sinais
consta que caminhava tão suavemente na areia fina da praia que tornava impossível o reconhecimento das marcas. um dia, nervoso por um assunto mal encaminhado, deixou cair o pé em sobressalto. o mar, que o via passar por ali horas sem fio, correu a apagar os sinais.
8.19.2008
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