8.17.2008
câmara de ar
como um calendário da michelin, sempre na esperança gaiata de espreitar o pneu seguinte. vistoso. de câmara à mostra.
calendário
viram-se os dias, um a um, outro a outro, como se o tempo fosse umas páginas de calendário que penduramos nas marquises da vida.
chuva futura
a chuva veio apenas dar conta da sua identidade. uns pingos inofensivos deixaram no alcatrão da estradas memória do inverno futuro.
8.16.2008
Ar rarefeito
Quais são os predicados do teu sujeito,
Qual é - afinal - o ar rarefeito
Com que me sufocas todo o tempo?
- Eternidade é só este momento!
Qual é - afinal - o ar rarefeito
Com que me sufocas todo o tempo?
- Eternidade é só este momento!
Por ventura
Posso estar louco, bem se vê...
Mesmo se poemas saltam em bravura.
Ninguém os sente, já ninguém os lê;
Apenas os faço em memória da tua...
Formosura?
Descompostura?
Não!
Só assim mesmo por ventura!
Mesmo se poemas saltam em bravura.
Ninguém os sente, já ninguém os lê;
Apenas os faço em memória da tua...
Formosura?
Descompostura?
Não!
Só assim mesmo por ventura!
8.15.2008
meio de agosto
o sol abafa o meio do mês. das saudades dele, lembramos agora um setembro próximo. nunca se quer o que se tem.
8.08.2008
8.07.2008
olhos azuis
reparei que tinha uns olhos azuis, quase cobalto. o sorriso caía-lhe à mistura com umas gotas de sal que o carinho do mar deixara.
águas paradas
deixo que o corpo caia numa poltrona gasta, como se fora piscina de águas e limos. não se recupera quase nada, mesmo assim.
ideias quentes
só o ar condicionado me regressa a um outono imaginário. agora, só ele me permite um correr de ideias, ainda muito dilatadas pelo ar quente, insuficientemente consistentes.
muito quente
há uma certa saudade no tempo quente. abrasamos desnecessidades e quedamos esperas de um ar fresco.
8.05.2008
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